Curitiba, 03/07/2025 – A Universidade Federal do Paraná acaba de conquistar a aprovação do InovaLigno – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), rede de pesquisa científica de excelência coordenada nacionalmente pelo CNPq. Será o primeiro INCT vinculado ao Setor de Ciências Agrárias da instituição e ao Centro de Ciências Florestais e da Madeira (CIFLOMA). A iniciativa foi aprovada pelo CNPq e representa um avanço estratégico na integração entre ciência, inovação e sustentabilidade no uso de produtos florestais.
Coordenado pela professora Graciela Inês Bolzon de Muniz e com vice-coordenação do professor Pedro Henrique Gonzalez de Cademartori, o InovaLigno tem como foco o desenvolvimento de biorrefinarias capazes de produzir biocombustíveis, materiais avançados e insumos químicos a partir de biomassas lignocelulósicas, contribuindo diretamente para a transição para uma economia de baixo carbono.
A proposta do instituto prioriza a valorização dos biomas nacionais por meio da nanotecnologia, biotecnologia, inteligência artificial e uso sustentável da biodiversidade. A meta é transformar materiais florestais em produtos inovadores, com valor agregado e impacto na competitividade industrial brasileira, alinhando-se às políticas públicas de inovação nos âmbitos estadual e federal.
O INCT InovaLigno nasce com a participação de 67 pesquisadores brasileiros e 15 estrangeiros (de países como Canadá, Finlândia, Espanha, México, Estados Unidos e França), integrando 17 universidades e centros de pesquisa de todas as regiões do país. A articulação com empresas do setor produtivo amplia o potencial de impacto da iniciativa.
Na UFPR, a participação de grupos como o GAgroNano (Grupo de Nanotecnologia Agroflorestal), vinculado ao Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal, é um dos pilares da proposta. O grupo atua com destaque no desenvolvimento de nanomateriais de origem florestal e está conectado ao Laboratório Central de Nanotecnologia (LCNano), parte do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO), coordenado pelo MCTI.
Também participam do projeto pesquisadores de diversas áreas da UFPR (Engenharia Química, Física e Farmácia) e várias instituições de ensino superior e pesquisa aplicada. Parte desses cientistas também integra o INCT de Polissacarídeos, gerando sinergias com as áreas de biotecnologia e ciência de materiais.
Para a professora Graciela, “o INCT InovaLigno é resultado de décadas de trabalho colaborativo entre os melhores laboratórios e pesquisadores da área. A aprovação fortalece não apenas a UFPR, mas o Paraná e o Brasil, ao posicionar a ciência florestal e da madeira como eixo estratégico para a bioeconomia e para a construção de um futuro mais sustentável”.
Segundo o diretor do Setor de Ciências Agrárias, professor Volnei Paulletti, o instituto contribui diretamente para a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação da universidade. “Essa é uma ferramenta importantíssima para gerar conhecimento e envolver os estudantes em atividades de campo e laboratório”, afirma.
Com a aprovação do InovaLigno, a UFPR consolida seu protagonismo nacional na pesquisa florestal e amplia sua atuação estratégica na formação de recursos humanos e transferência de tecnologia para a sociedade.