Neurodivergências e ensino superior pautam debate no Setor de Ciências Agrárias

10 julho, 2026
10:18
Por simonerm

Curitiba, 09/07/2026 – O Setor de Ciências Agrárias da UFPR promoveu, no último dia 7 de julho, uma roda de conversa sobre neurodivergências e os desafios da inclusão no ensino superior. O encontro reuniu professores, coordenadores de cursos e demais interessados para discutir estratégias que ampliem a acessibilidade e garantam condições mais equitativas de aprendizagem aos estudantes neurodivergentes, sem comprometer a qualidade da formação acadêmica.

Realizado no Auditório da Direção do Setor de Ciências Agrárias, o evento foi uma iniciativa dos coordenadores dos cursos de graduação do setor. A proposta surgiu diante do crescimento do número de estudantes neurodivergentes ingressando na universidade e da necessidade de preparar a comunidade acadêmica para atender essa nova realidade.

Segundo o professor Rafael Prado, do departamento de Zootecnia, a discussão foi motivada pela demanda cada vez maior por práticas inclusivas no ambiente universitário. “Foi uma articulação entre os coordenadores dos cursos de graduação do Setor de Ciências Agrárias, devido ao aumento do número de ingressantes neurodivergentes na UFPR e, consequentemente, ao aumento da necessidade de discutir sobre o tema e pensar em estratégias para garantir a acessibilidade e a equidade sem prejudicar a qualidade do ensino”, explica.

Participantes e palestrantes do evento (foto arquivo pessoal)

A programação contou com palestras do psicólogo Ariel Ribeiro da Silva, especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), que atua há oito anos com crianças, adolescentes, jovens adultos e suas famílias, com foco em desenvolvimento atípico, habilidades socioemocionais e orientação parental.

Também participou Cassandra Fontoura Fiore Peron, doutora e mestre em Educação pela UFPR e especialista em Psicopedagogia, Educação Especial, Psicomotricidade e Neuropsicologia. A palestrante abordou temas relacionados à inclusão educacional, avaliação psicoeducacional, autismo, orientação às famílias e acompanhamento de estudantes com deficiência.

A iniciativa deverá ter continuidade. De acordo com o professor Rafael Prado, a expectativa é realizar uma segunda edição da roda de conversa no próximo semestre, ampliando o debate e aprofundando a construção de estratégias voltadas à inclusão e à permanência de estudantes neurodivergentes na universidade.